Título: The Encyclopeadia of Black Sleep
Artista: Eden Synthetic Corps
Media: CD
Ano: 2022
Género: Industrial
Sétimo álbum de uma banda nacional cuja estética onde se posiciona, não é nem de perto nem de longe, favorita no mercado nacional. O sul da Europa não liga muito a estas sonoridades. Assim sendo, não se desperdiçam energias a remar contra a maré, leva-se o produto para junto do consumidor, mais a norte. Não existem muitas bandas nacionais que, ao dar um concerto em solo nacional, venha público directamente de Moscovo para os ver. Eu testemunhei o facto.
Com sete álbuns na bagagem a sonoridade própria está sobejamente solidificada. A composição bem exercitada, produz temas soberbos e álbuns coesos e coerentes. Numa estética hiper explorada e hiper povoada, embora fora do alcance dos holofotes do mainstream, conseguiram erguer estandarte. Fora da sua geografia de origem. Feito incrível.
Neste disco, identificam-se imediatamente elementos desde o Synth Pop ao Metal Industrial que, torna simultaneamente o mais acessível e o mais pesado do catálogo. Cantado em inglês, com um único tema em português, o álbum no geral, aproxima-se perigosamente daquilo que os alemães Oomph! fazem há décadas, o que não é necessariamente mau. A gravação/mistura/masterização, goza de um headroom surpreendente para a estética (e standards actuais), embora os compressores se mantenham no redline. Mas isto sou eu. Não seria expectável um álbum de Industrial exibir o espaço desafogado do Jazz. A densidade sonora já foi mais espessa em discos anteriores, mais electrónicos, com menos guitarras. Neste, sobressai a produção cuidada, com atenção ao detalhe em todas as fases do processo, resultando num excelente álbum também no som.
Os ESC não mudaram a fórmula, apenas refinaram a receita. Mantenho-me fiel. Sendo o Industrial uma das minhas praias, não posso fazer outra coisa senão aconselhar a escuta.

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