Título: Rodrigo Y Gabriela
Artista: Rodrigo Y Gabriela
Media: Vinil preto, 12", 33rpm, gatefold
Ano: 2006
Género: Rock / Latin / Acoustic / Flamenco
Começaram por ser recusados pelo conservatório da cidade do México por falta de talento, formaram uma banda de Heavy Metal, acharam que o formato era demasiado limitado e mudaram para um duo acústico. A tocar uma mistura de Flamenco e Rock, fortemente influenciada pela música latino cubana, foram actuando pelas ruas do mundo inteiro até que um produtor esbarrou neles e, propôs gravar um disco. Recusaram. O produtor insistiu, continuaram a recusar. Então propôs oferecer-lhes tempo de estúdio para fazerem o que bem entendessem, sem qualquer intervenção da sua parte. Saiu o álbum "Re Foc" em 2002. A seguir, uma carreira internacional brilhante, 1,2 milhões de discos vendidos e um Grammy.
Quando estavam em Inglaterra a gravar o álbum "9 Dead Alive" em 2016, resolveram quebrar o tédio do trabalho em estúdio, alugaram um autocarro e percorreram a Europa a dar concertos mais ou menos improvisados. Chegaram a Portugal e tocaram na Aula Magna, concerto que tive o prazer de assistir. Revelaram a escola de artistas de rua onde se formaram, convidando o público, todo o público, a subir para o palco e sentarem-se á volta deles, porque isto de os artistas de um lado e o público do outro, é desconfortável, cria distância, no entender deles, absurda. Quando terminaram o set, bastante curto, pediram desculpa explicando que esta série de concertos não tinha sido planeada, não tinham previsto mais nada para tocar. Por isso, o público podia pedir o que quisesse. Além de mais uns quantos originais, Led Zeppelin, Metallica, Megadeth, são alguns dos temas que me recordo. Foi uma festa intimista, fantástica.
Um homem, uma mulher, duas guitarras acústicas. Rigorosamente mais nada. E enchem as medidas, sem grande esforço. Lindo.
Toda a discografia é digna de ser escutada. Sete álbuns de originais, três álbuns ao vivo e três EP's. Grabiela Quintero, usa a guitarra acústica também como instrumento de percussão, de forma soberba, Rodrigo Sanchez, em discos mais recentes, adicionou a guitarra eléctrica ao leque. Eu comecei neste álbum, quem for mais obsessivo compulsivo, comece no primeiro. Garantidamente não vai parar enquanto não os ouvir todos.

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