Título: Live in North America
Artista: Suffocation
Media: Cassete
Ano: 2021
Género: Death Metal
Formados em finais dos 80's, contam com oito álbuns de originais (o primeiro é de 1991) mais uns EP's e dois álbuns ao vivo. Este live, torna-se particularmente interessante para o histórico da banda, pois é o último registo com o vocalista original Frank Mullen. De notar que, ao vivo, além de Mullen, já passaram por lá mais quatro vocalistas.
Neste álbum destacam-se duas ou três coisas. A mais notória é a qualidade da gravação, francamente boa. A interacção/diálogo com o público não foi excluído da gravação. Apesar de fora do palco serem pessoas acessíveis e afáveis, quando estão a tocar é pouco habitual endereçarem a audiência. É um álbum longo, com treze temas e, provavelmente devido à despedida do vocalista, a setlist funciona muito bem como um best of.
Reúnem-se portanto, uma série de predicados que justificam plenamente a aquisição. A etiqueta Death Metal, fica-lhes bem e é justa. No entanto, Extreme Metal ou até mesmo Technical Death Metal, são frutos que não caem muito longe desta árvore. Não só por pertencerem aos primórdios desta estética, a afinidade que tenho por eles deve-se ao facto de permanecerem com uma sonoridade maioritariamente orgânica. Derivado á velocidade e precisão necessários para executar este género de música, a tendencia é resultar numa sonoridade sintética, artificial. Percebe-se que bombos e tarola, acima das cento e oitenta batidas por minuto, acusticamente têm tendencia para embrulhar e consequentemente perder definição, com triggers resolve-se e, é muito mais prático também para as actuações ao vivo. No entanto, Suffocation permanece com uma sonoridade geral, bastante orgânica e isso agrada-me. Ao vivo, só uns olhares e sorrisos trocados entre os músicos, denunciam pequenos desvios milimétricos pontuais, imperceptíveis para o público. Mas é precisamente isto que é ser humano. Só máquinas não têm flutuações ocasionais.
Também aprecio a precisão fria e impessoal da maquinaria, mas, cada macaco no seu galho.
É um álbum passível de ilustrar uma carreira de mais de trinta anos, bem gravado e bem tocado. Vale a pena.

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