Artista: At The Gates
Media: Cassete
Ano: 2022
Género: Death Metal
Precursores do som de Gothenburg, o Death Metal melódico, a banda cessou actividade em 1996 voltando a reunir-se em 2011. Este álbum foi o primeiro a ser lançado após a reunião. Originalmente editado em 2014 beneficiou de reedição em 2022.
Gosto bastante do intitulado "som de Gothenburg". A inclusão de melodias cativantes e agradáveis em composições de resto abrasivas, cria um efeito emocional surpreendente. Enquanto no resto do mundo o Rock evoluiu passando por um processo sequencial que no seu caminho foi gerando subgéneros, na Suécia e Noruega, o Heavy Metal explodiu imediatamente nas vertentes mais extremas. Bandas de Hard Rock, Glam, Shock, Power e Heavy Metal clássico que, noutras geografias pavimentaram o caminho às manifestações mais extremas posteriores, ali, popularam a oferta nacional depois de projectos de Death e Black Metal estarem já perfeitamente solidificados.
Provavelmente por esse motivo, o Death e Black nórdico continuou a evoluir na dianteira do Death e Black de outros países, passando a ser ele a inovar, influenciar, com papel seminal na criação de novos subgéneros. Daí a expressão "som de Gothenburg". É único e nasceu ali. Tudo o que veio depois, foi beber àquela fonte.
Derivado a ser um álbum de retoma de actividade, as expectativas eram altas. Estiveram à altura da responsabilidade e não desiludiram. O disco é muito bom. Rapidamente foi elevado ao estatuto de clássico do catálogo e, da estética onde se insere. É um álbum ao qual se retorna com frequência, porque, parecendo que não, já passaram dez anos desde que saiu. Yup, o tempo passa rápido.
Embora com algumas mudanças de line-up e por vezes recorrendo a músicos de sessão, a qualidade da música produzida tem-se mantido razoavelmente homogénea, num patamar alto. No entanto, At War With Reality, tem a capacidade de motivar o ouvinte a explorar o resto do catálogo. Justifico assim a escolha para esta publicação.

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